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Django: Um Ícone do Faroeste Espaguete

Um dos nomes mais importantes do cinema de faroeste espaguete é Django, filme lançado em 1966, dirigido e coescrito por Sergio Corbucci. A obra rivalizou com o clássico de Sergio Leone Por um Punhado de Dólares, tanto como produção cinematográfica quanto pelo título de adaptação não oficial de Yojimbo, de Akira Kurosawa.

O personagem se tornaria um dos mais famosos do gênero western, aparecendo em mais de 30 produções, sendo a última a de 2012, dirigida por Quentin Tarantino.

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Na História

O longa gira em torno de Django, um ex-soldado da União que viaja para a fronteira com o México puxando um caixão. Após salvar uma mulher de ser espancada, ele se vê em um conflito entre um grupo supremacista e soldados revolucionários mexicanos.

Violência e Narrativa

Analisar Django hoje revela que, embora fosse considerado excessivamente violento em 1966, sua brutalidade parece teatral, previsível e até cômica para espectadores atuais.

Da mesma forma que os filmes de sua época abusavam das ambientações e começavam a discutir perfis de personagens, Django possui uma roupagem que parece ter sido pensada para produções rápidas dos dias atuais. Com exceção dos créditos de abertura, em nenhum momento a obra de Corbucci perde tempo explicando ou exemplificando acontecimentos. A aventura não descansa, e ao fim da trama nós, como espectadores, estamos cansados e ao mesmo tempo aliviados, assim como o personagem principal.

Produção e Estilo

Outro ponto importante, característico do gênero, é o baixo custo de produção. As roupas e os efeitos constroem cenas simples que encantam não pelo realismo, mas pela forma como se apresentam em cena. Exemplo disso é que em nenhum momento o filme apresenta buracos de tiros, e raramente vemos sangue. Ainda assim, o trabalho cênico dos atores e a angulação das câmeras ajudam a transmitir a intenção que o longa espera.

Certamente é um filme pensado para a tela grande, e fiquei feliz pelo convite do Grupo Estação para assistir à sua reprise na sessão da meia-noite do último dia 25 de abril. Inclusive, a sessão da meia-noite merece mais destaque aqui no site e também no canal do YouTube, não apenas pelos filmes em si, mas pelo excelente trabalho da equipe do Estação em manter vivas as memórias e o legado de diretores, atores, produtores e operários do audiovisual de forma geral. É um trabalho que merece reconhecimento e destaque.

Hugo Montaldi

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