He-Man e os Mestres do universo estão de volta aos cinemas em uma nova adaptação que promete reunir nostalgia e apresentar o clássico herói dos anos 1980 para um novo público. Mas será que consegue?
De “Friends” a “The Crew”: O Fim das Reprises e o VMotivo dos Cancelamentos em Massa
Na história:
Após ter seu reino invadido pelas forças do malvado Esqueleto, Adam se refugia na Terra por 15 anos em busca da Espada do Poder. Agora adulto, ele precisa encarar seus medos, reunir-se com aliados e salvar Eternia.
O Triplo Desafio: Fãs, Nova Geração e Brinquedos
Uma das maiores dificuldades em adaptar a história de Mestres do Universo para os cinemas é a complexidade de equilibrar três pilares:
- A nostalgia daqueles que assistiram ao desenho clássico;
- As expectativas de uma nova geração;
- O papel fundamental da franquia da Mattel: vender brinquedos.
Neste quesito, a nova versão cumpre o primeiro objetivo com certa maestria ao adaptar cenários, cenas, diálogos, memes e várias referências à animação clássica e a internet. Porém, o roteiro escorrega no segundo ponto: partindo do princípio de que o público que consumia a série original agora é adulto, o longa abusa de piadas de duplo sentido e de um humor que oscila entre o infantil e o duvidoso.
Idris Elba e o Carisma dos Coadjuvantes
O longa, dirigido por Travis Knight, certamente possui acertos incontestáveis. Um deles é Idris Elba no papel de mentor, que consegue chamar muito mais atenção do que o próprio protagonista, vivido por Nicholas Galitzine. Para cumprir o terceiro tópico ( a venda de brinquedos), essa estratégia faz total sentido.
Da mesma forma que o mentor, personagens como o vilão Esqueleto, o Rei Randor, Ariete e Mekaneck ganham seus momentos de tela com bastante carisma e destaque.
Mestres do Universo (2026) é um filme divertido que consegue encantar o público enquanto invoca a nostalgia. Porém, não espere uma obra séria e densa no universo de Eternia, como foi a animação dos anos 2000. Por mais que uma nova lore seja criada, o longa em nenhum momento se preocupa em fazer drama, mesmo em cenas onde isso seria conveniente. Uma carta de amor nostálgica e uma apresentação eficiente para um novo público é o resumo de tudo o que este filme promete e consegue entregar.
