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Toy Story 5: Jessie Assume a Liderança em uma Crítica Inteligente à Era das Telas

Os brinquedos mais queridos do cinema estão de volta em uma nova aventura, agora prontos para enfrentar a invasão da tecnologia. Mas será que vale a pena assistir a Toy Story 5?

Na história:

Quando Bonnie ganha um tablet e começa a abandonar seus antigos companheiros, Jessie busca formas de trazer a atenção da garota de volta. Porém, para isso, ela precisará embarcar em uma viagem à sua própria origem e aprender a lidar com o avanço tecnológico.

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O Dilema das Telas Chega ao Universo dos Brinquedos

O dilema da integração entre homem e máquina é um dos temas mais conhecidos do cinema. Entender os limites da substituição das pessoas pela inteligência artificial é algo que O Exterminador do Futuro, ainda nos anos 1980, já abordava. Trazer essa dinâmica para o universo infantil, principalmente em uma época em que se discutem os limites das telas na formação das crianças, é um acerto tanto em questões narrativas quanto filosóficas.

Jessie assume a Liderança e a Evolução Visual

A escolha de dar o protagonismo para a personagem Jessie é excelente. A ideia de criar um desfecho para a história introduzida lá no segundo longa, ampliando a personalidade da personagem que agora assume o papel de líder dos brinquedos, traz um frescor à franquia. Isso cria novas dinâmicas interessantes, principalmente com Buzz Lightyear assumindo o posto de interesse romântico e Woody atuando como um mentor e alívio cômico.

Outro ponto que precisamos levar em consideração é a evolução técnica presente na qualidade visual do filme. Se no passado o roteiro precisava criar mecanismos para disfarçar as limitações da computação gráfica da época, agora cenários amplos, paisagens complexas e detalhes altamente refinados dividem espaço com uma história que tem muito mais apreço e maturidade do que se esperaria de um longa infantil — algo que, na verdade, já é característico da franquia.

Continuação Necessária ou Apenas Comercial?

Todavia, apesar dos seus méritos, o longa — juntamente com o seu antecessor — acaba sendo inferior à trilogia original que abriu a franquia. Sobretudo após o desfecho emocionante de Toy Story 3, fica a impressão de que tanto o quarto quanto este quinto filme funcionam quase como continuações não-canônicas ou histórias de apoio, sem a mesma urgência narrativa do passado.

Toy Story 5 certamente não marca o fim da franquia, mas sim o início de um novo universo moderno para os brinquedos da Pixar. É um longa pensado para uma nova geração, que agora não possui desculpas técnicas ou limitações para dificultar o objetivo principal do estúdio: contar boas histórias utilizando o melhor que a tecnologia pode proporcionar.

Hugo Montaldi

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