Baseado na light novel de mesmo nome, Você só precisa matar chega aos cinemas em fevereiro, sendo a segunda adaptação da obra para as telonas. Mas será que o anime do Studio 4°C consegue entregar todo o potencial que a obra merece?
Minha Querida Família: O Retrato da Amargura e das Feridas do Passado
Na história:
Quando uma invasão alienígena misteriosa assola o mundo, uma jovem tentando cumprir sua missão acaba presa em um looping temporal, fadada a reviver o dia que culminou em sua morte. Agora, ela usa esta habilidade para treinar e se tornar a mais forte soldado e assim acabar com a invasão.
Subversão de Expectativas e Foco Narrativo
Diferente da obra original e da versão anterior para cinema, interpretada por Tom Cruise (No Limite do Amanhã), esta versão em anime do Studio 4°C foca na história da personagem Rita Vrataski. O que permite que a obra consiga subverter as expectativas do público e entregar uma história nova, porém mantendo os mesmos elementos que enriquecem a trama.
Outro ponto que ajuda a criar a imersão é como a arte é trabalhada ao longo da história; o filme é extremamente colorido, o que contrasta com o roteiro e principalmente com a violência das cenas de luta, causando um desconforto que, ao mesmo tempo, ajuda a encantar, como também ajuda a prender o espectador em suas cadeiras tentando descobrir o próximo passo das decisões dos personagens. E como uma cereja no bolo, temos a união de cenários em 3D que ampliam o mundo e a ameaça com a animação 2D tradicional, usada para criar ritmo entre o tempo e o espaço de cada acontecimento.
Apesar de visíveis pontos positivos, o longa peca em justamente trabalhar sua temática — um problema que a versão americana, No Limite do Amanhã, também enfrentou. Ao abordar uma história de looping temporal, o grande desafio é como abordar visualmente um mundo que está sempre igual, porém de forma diferente para surpreender o espectador, o que torna o longa, pelo menos em seus primeiros minutos, cansativo mais do que o necessário.
Uma Experiência Diferenciada
Você só precisa matar é uma obra diferenciada do que estamos acostumados a ver na tela do cinema, seja por conta da escolha visual ou da violência que ajuda a ampliar a experiência. Uma obra que encanta pelo diferente e que certamente criará sua leva de fãs.
