Minha Querida Família, novo filme de Isild Le Besco, promete explorar relações familiares e a amargura causada pelo passado, mas será que consegue?
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Na história:
Após sofrer com seu marido, uma mulher se reúne com sua família em um fim de semana marcado por acusações e reviravoltas do passado.
A Direção como Observadora
O longa francês é um dos exemplos de filme de arte; ao longo da trajetória da história, acompanhamos personagens que são verdadeiras representações de pessoas reais. A direção e o roteiro colocam o espectador como um observador convidado a um fim de semana e acaba vendo brigas familiares de pessoas que se conhecem muito bem, mesmo que você não as conheça.
Da mesma forma que esta forma de guiar o filme é um ponto positivo, a falta de explicação em momentos acaba por tornar a narrativa lenta e causar confusão ao espectador.
Aspectos Técnicos e Cenário
Na parte técnica, o filme surpreende ao explorar as paisagens e usar os cenários como representações materiais das emoções dos personagens; mesmo que a fotografia nem sempre explore todo o potencial que as paisagens e mesmo a interpretação tenham para usar, ainda assim é um ponto positivo no longa.
Veredito: Um Filme de Festival
Minha Querida Família é o típico filme de arte feito para festival: encantador e simbólico, capaz de causar reflexões e tecer debates importantes enquanto funciona como uma boa pedida para se assistir tomando um vinho.
O filme estreia nos cinemas de todo o Brasil dia 5 de março
