Dentre os personagens clássicos da Hanna-Barbera, um é constantemente esquecido pelos fãs, porém é um dos mais interessantes que o estúdio já concebeu: Lula Lelé (Squiddly Diddly).
O personagem roxo, que sonha em ser um compositor musical e conhecer o mundo, vive o eterno conflito de estar preso em um aquário, servindo de atração para turistas enquanto tenta, a todo custo, mostrar seu talento artístico.
“MINHA QUERIDA FAMÍLIA”, de ISILD LE BESCO, divulga data de lançamento dia 5 de março
O Artista Incompreendido de 1965
Lançado originalmente em 1965, o Lula Lelé se apresentou ao longo de duas temporadas em histórias curtas dentro dos programas Esquilo Sem Grilo e Formiga Atômica. Diferente de outros desenhos do estúdio, seu humor era menos escrachado e mais focado na analogia do “sofrimento do artista”.
As confusões surgiam da busca do personagem por sonhos e da falta de conhecimento da realidade fora do aquário. Por ser uma obra infantil, os criadores suavizavam reflexões profundas, logo assegurando que o desenho permanecesse prioritariamente como entretenimento leve e acessível ao público.
Carisma, Merchandising e o Renascimento em Jellystone
Apesar dessa camada reflexiva, o que realmente prendia o público era a irreverência e a ingenuidade da Lula. Sua paixão pela música e seu otimismo inabalável o tornaram um personagem querido por um nicho específico de fãs. Não é à toa que, mesmo décadas depois, ainda encontramos produtos do personagem, como Funko Pop disponível na Amazon.- link aqui
Recentemente, a animação Jellystone! Trouxe uma nova versão do personagem. Niccole Thurman fez a dublagem original; nesta releitura, Lula Lelé assume uma loja musical.
Um Clássico Atemporal
Lula Lelé, como quase todos da fase clássica da Hanna-Barbera, é caracterizado por uma animação simples (a famosa animação limitada do estúdio), mas com roteiros e piadas que o tornam atemporal. Plataformas online disponibilizam facilmente vários episódios.
