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Bárbara França brilha em “De Volta à Bahia”, um romance com visual de cartão-postal.

De Volta à Bahia, filme nacional, promete encantar os espectadores com uma história romântica ao mesmo tempo que apresenta ao mundo as maravilhas de Salvador. Mas será que consegue?

Na história:

Quando uma famosa modelo e surfista é salva após um afogamento, ela se apaixona pelo seu salvador. Porém, quando inseguranças surgem, eles precisam da ajuda dos amigos para refletir sobre a vida e se preparar para uma importante competição.

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Salvador como cenário e Narrativa

A primeira coisa evidente que o espectador pode esperar deste longa são as belas imagens de paisagens e pontos turísticos da primeira capital do Brasil. O longa se preocupa não somente em mostrá-las, mas contextualizá-las na narrativa, mesmo que para isso precise criar situações e personagens que parecem não ser realmente necessários para o desenvolvimento da história. Os editores poderiam facilmente recortar e montar estas cenas como um vídeo ilustrativo de campanha publicitária turística para a região e, tirando exceções, elas não atrapalhariam seu desenvolvimento.

Atuações e profissionalismo em Cena

Quanto às atuações, o grande destaque está na protagonista Bárbara França, que se entrega ao papel e, mesmo em momentos de diálogos fracos e pouco naturais, consegue entregar com profissionalismo a veracidade que a personagem necessita, mantendo constância em sua atuação. Outro destaque está com o veterano Werner Schünemann, que, mesmo com poucas cenas, consegue usar da sutileza que enriquece não somente seu personagem, como toda a trama.

Potencial Narrativo e o Ritmo de Novela

De Volta à Bahia é um filme interessante de se assistir; o longa é recheado de momentos positivos e um potencial grandioso, não somente como filme solo, como uma possível construção de mundo para uma série ou mesmo uma novela, porém este potencial não se concretiza devido a escolhas que parecem conflitantes. Se, por um lado, a história te dá todas as informações importantes para o desenrolar da narrativa, pode-se questionar se os momentos de tais revelações seriam os mais apropriados para o seu desenvolvimento e, principalmente, para como a história se propõe.

Se, por um lado, as imagens de apoio mostrando as belezas naturais são lindas, seu excesso torna a história mais longa do que deveria e a informação repetitiva, da mesma forma que as músicas, que conseguem ambientar o longa; devido ao seu excesso, faz com que pareça muito mais uma novela resumida em um único capítulo do que um filme em si.

Outro ponto que incomoda é a qualidade técnica, principalmente na fotografia em momentos de diálogo; é possível encontrar momentos em que o personagem que está falando está fora de foco, causando assim uma sensação de estranheza.

Veredito e Futuro no Streaming

O longa de Eliezer Lipnik e Joana di Carso é uma obra que certamente tem pontos positivos e negativos que devem ser levados em consideração e que, talvez por isso, divida a opinião dos espectadores no cinema, mas que, quando for para streaming ou mesmo para televisão, conseguirá não somente encontrar seu público com facilidade como elevar a obra à sua grandiosidade.

Hugo Montaldi

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