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A Empregada Desperdiça o Potencial de Sydney Sweeney Com Estética de Streaming

Baseado no aclamado best-seller de Freida McFadden, “A Empregada” promete entregar uma história de suspense e reviravoltas, mas será que consegue?

Na História:

Quando uma jovem em liberdade condicional recebe a oportunidade de trabalhar como empregada doméstica para uma rica família, o que parecia ser a chance de se reerguer se torna um pesadelo. Segredos de sua empregadora e da família começam a revisitar, revelando nadar é o que parece.

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Sydney Sweeney vs. Amanda Seyfried

Sydney Sweeney é o grande nome da atualidade no cinema. Seja por polêmicas ou pelo seu status de sex symbol, é inegável que sua presença em tela chame a atenção, tanto por seu carisma quanto por sua personalidade. A atriz vem tentando provar que consegue ser mais do que um rosto bonito, e “A Empregada” parecia ser o filme ideal para mostrar sua versatilidade.

Porém, isso fica apenas na teoria. Apesar de ter momentos-chave, Sweeney acaba presa nos mesmos mecanismos de sempre e não entrega nada verdadeiramente novo. O contraste fica evidente quando ela contracena com Amanda Seyfried, que rouba a cena ao oscilar entre personalidades dramáticas e assustadoras com maestria.

O Erro da Direção e o Plot Twist Antecipado

Se as interpretações destoam em momentos específicos, a escolha de direção torna-se o ponto mais problemático da trama. O filme comete o erro de revelar o plot twist por meio de escolhas fotográficas, paletas de cores e sombras muito antes do necessário. Os gestos dos atores e a composição visual entregam o mistério, diminuindo drasticamente a força do momento principal.

Além disso, embora os personagens sejam intrigantes, o trabalho de direção de arte, cenografia e figurino parece não condizer com o mostrado. Isso gera um desconforto no espectador, mas não o desconforto pretendido por um suspense, e sim uma sensação de falta de coesão estética.

Veredito: Cinema ou Streaming?

“A Empregada” é um filme-promessa que parece ter sido pensado para as telas de serviços de streaming. A superexposição de diálogos e a preocupação da direção em antecipar acontecimentos pela fotografia (em vez de conduzir a história naturalmente) reforçam essa sensação.

Certamente é um título que chamará a atenção nos serviços digitais pelo peso do elenco e da obra original, mas como experiência para a sala de cinema, é mais uma promessa que não se completa.

Hugo Montaldi

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